Stakeholders, parte 1.

Stakeholders, parte 1.

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Às vezes no dia a dia empresarial ouvimos termos dos quais nem nos damos conta sobre seu real significado e passamos a coloca-los em nosso vocabulário de forma automática. Ou então quando ouvimos algum termo em inglês em que todos parecem concordar na mesa de reuniões e que nós só balançamos a cabeça como quem estivesse entendendo tudo?

Budget, Forecast, Empowerment e muitos outros… que diabos de palavras são essas?

Seria um grande mico se alguém te perguntasse algo sobre os termos acima e você tivesse que improvisar.

Ultimamente, um termo que tem rondado o boca a boca de chefes e funcionários durante as reuniões é o famoso stakeholder. Para te ajudar a entender o que essa palavra significa, vamos ao artigo de hoje!

Stakeholders ou os interessados.

Se formos nos utilizar da forma literal em que foi construído o termo, teremos em inglês duas palavras sendo

a) Stake: participação, que tem interesse.

b) Holder: possuidor, aquele que tem posse.

Juntando então seus significados podemos ter algo como “aquele que possui participação” ou “aquele que tem interesse”.

Já no meio profissional, stakeholder é utilizado para denominar uma pessoa que possui de alguma forma algum interesse nos assuntos referentes à minha empresa, seja ele um funcionário (stakeholder interno) ou um indivíduo que não possui ligação trabalhista com a empresa (stakeholder externo).

Para deixar mais claro os tipos de stakeholders, podemos exemplificar:

Stakeholder interno: na parte interna da empresa, os stakeholders podem estar em diversas áreas como marketing (quando estão desenvolvendo uma campanha), financeiro (quando estão interessados no desenvolvimento das finanças da empresa), tecnologia da informação (interessados na manutenção dos sistemas da empresa).

São diversas as áreas em que os stakeholders estão nas empresas sendo que estes não necessariamente possuem esta terminologia o tempo todo. Um stakeholder pode ser um funcionário que esteja no meio de um projeto e, portanto, demande um grande fluxo de informações de diversas áreas.

É bastante comum designar o termo stakeholder para qualquer funcionário, afinal, trabalhando dentro da empresa ele possui interesse no que vem acontecendo nela. Porém, deve-se tomar cuidado com o emprego do termo, quando este é geralmente utilizado em casos específicos quando, por exemplo, a ação ou projeto de um colaborador irá ter um impacto direto na gestão da empresa.

Outros exemplos:

  • Sócios
  • Diretores
  • Gerentes
  • Funcionários (mas nem todos!)

Stakeholder externo:

Diferente do stakeholder interno, a qual atua de forma direta dentro da instituição, o stakeholder externo geralmente possui alguma ligação indireta na empresa. Um exemplo clássico de stakeholder externo é o acionista ou investidor das empresas de capital aberto na Bolsa de Valores, os quais possuem uma participação societária na empresa (a própria ação), porém não tem influência direta nos rumos da gestão da empresa (ao menos que este investidor possua um considerável número de ações).

Outro famoso stakeholder que nem todos se dão conta (ou que sequer o classificam como stakeholder) é o governo do país.

Mas Lívia, por que um governo seria um stakeholder?

Simples! O governo tem interesse nas empresas uma vez que elas a) pagam impostos, b) empregam funcionários, c) influenciam o crescimento da inflação e PIB e d) podem gerar crises financeiras e estruturais se estas forem mal administradas.

Se as empresas de um país vão mal, o governo também vai mal, pois seus recursos vêm basicamente da cobrança de impostos, tanto de pessoas jurídicas como de pessoas físicas. Sendo assim, o governo é um dos maiores e mais atentos stakeholders externos que existem.

E meus concorrentes? São também stakeholders externos?

São sim!! Em muitos casos as empresas que atuam no mesmo ramo ou setor e competem diretamente entre si devem ficar atentas às estratégias de seus concorrentes para saber se a empresa está indo bem ou mal, crescendo ou perdendo mercado, lucrando ou dando prejuízo.

Observar os demais concorrentes é uma boa forma de “sentir” o que os clientes estão querendo e assim poder desenvolver a estratégia comercial e de marketing perfeita para alavancar as vendas.

Outros exemplos:

  • Bancos
  • Clientes
  • Sindicatos
  • Fornecedores
  • A sociedade como um todo

De dentro pra fora… uma sociedade melhor!

Quando uma empresa realiza a sua gestão pensando não só no lucro, mas em como pode melhorar a sociedade e a região aonde ela está localizada, dizemos que ela possui uma gestão social eficiente, ou seja, ela prioriza o bem estar dos stakeholders internos e externos.

Práticas que visam à preservação do meio ambiente, a evolução pessoal e profissional dos funcionários, a otimização de processos produtivos que gastem menos recursos e etc., estes são caminhos para que o impacto negativo que uma empresa possa causar seja diminuído, enquanto que o impacto positivo seja amplificado.

Clique aqui e veja a parte dois do nosso artigo sobre Stakeholders!

Espero que você tenha gostado do artigo! Aproveite e compartilhe ele com os seus amigos!

Até a próxima.

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Formada em Comunicação Social com habilitação em Rádio e TV, sempre se encantou com diversas formas de comunicação através das mais diversas mídias sociais. Atualmente cursando sua segunda graduação em Adminstração, procura conciliar ambas as áreas em busca de um novo modelo para realizar a gestão dos novos moldes de empresas do século XXI.

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