STAKEHOLDERS – PARTE 2.

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Você se lembra do último artigo sobre stakeholders ? (Clique aqui para ler). Nele abordamos quem são os principais interessados no futuro da empresa, podendo estes ser stakeholders internos (funcionários, acionistas) ou stakeholders externos (fornecedores, governo).

Como foi dito no artigo anterior, a empresa que se preocupa com todos os seus stakeholders possui um papel social importante na sociedade, mantendo o desenvolvimento econômico e social durante todo seu processo produtivo, levando benefícios a todos que interagem de forma direta ou indireta com a companhia.

Mas nem todas as empresas possuem tal visão (apesar de que deveriam). Existem aquelas que focam basicamente na construção de valor para seus controladores e acionistas, trazendo grandes lucros para estes.

Para entender como essas empresas funcionam, vamos ao artigo!

Stakeholders versus Shareholders…

Como dito no último artigo, o termo stakeholder é:

“…utilizado para denominar uma pessoa que possui de alguma forma algum interesse nos assuntos referentes à minha empresa, seja ele um funcionário (stakeholder interno) ou um indivíduo que não possui ligação trabalhista com a empresa (stakeholder externo).”

As empresas que possuem uma visão mais ampla de seu impacto e buscam minimizar os possíveis danos gerados por sua operação, bem como maximizar sua abrangência social tratam seus stakeholders como parceiros.

Em contrapartida, existem empresas que dão foco central aos seus shareholders, ou no termo mais amplo da palavra, aos seus acionistas e controladores.  Do inglês, a quebra das palavras share (parte acionária da empresa) e holder (possuidor de algo) dá uma ideia do seu significado.

O foco principal de uma empresa deste tipo é a geração de valor para seus shareholders, onde a companhia busca constantes lucros e os repassa em forma de distribuição de dividendos ou participações aos acionistas.

Sobre seus acionistas, estes podem ser tanto os fundadores da empresa de capital fechado, onde os sócios realizam sua gestão, como pode ser também acionistas que adquiriram participação na empresa através da compra de ações negociadas no mercado acionário de São Paulo, a Bovespa.

No primeiro caso, onde os fundadores da empresa (que pode ser limitada ou S.A.) são os únicos acionistas, estes tendem a ter uma visão de longo prazo, onde esperam que a empresa se desenvolva de forma econômica e financeiramente, trazendo a eles uma valorização da empresa através de seu crescimento de ganho de mercado e também no lucro, onde estes possuem direito a um percentual estipulado em um estatuto social.




 

Já no caso dos acionistas anônimos de empresas com capital aberto em bolsa de valores, a visão de curto prazo predomina na grande maioria dos casos, onde os investidores buscam ganhos imediatos com a valorização da cotação da ação para poder ser vendida com lucro, ou no recebimento de dividendos periódicos (geralmente trimestrais) aos quais as empresas de capital aberto possuem obrigação de realizar.

É comum às empresas de capital aberto ter uma visão de curto prazo, quando seus acionistas minoritários cobram resultados a cada trimestre, exigindo sua parcela nos lucros da empresa.

Apesar de ser comum, uma empresa de capital aberto deve manter sua visão de longo prazo de negócios, porém sem decepcionar constantemente o mercado financeiro.

Nem tudo é lucro.

Mas calma… nós não estamos dizendo que as empresas que focam em seus stakeholders são boazinhas e as que priorizam seus shareholders são maléficas e agem de má fé. O que nós estamos tentando dizer é que o foco delas são apenas diferentes, tratando-se de modelos de negócios diferentes.

Uma empresa com foco em seus stakeholders também busca o lucro em suas atividades, afinal o objetivo de qualquer empresa (que não ONG) é o lucro. Já as empresas com foco em seus shareholders também podem possuir programas sociais e de desenvolvimento econômico da região onde atua… não existe uma regra.

Ainda assim, é comum verificarmos conflitos de interesses entre os shareholders de uma empresa, que buscam resultados rápidos e essencialmente financeiros, e os seus stakeholders que prezam pelo desenvolvimento de uma empresa como um todo, pensando no longo prazo e não exigindo resultados imediatistas.

Então é isso! Estas são as principais diferenças entre os shareholders e os stakeholders de uma companhia! Em qual deles você se encaixa? Comente abaixo! Se gostou não deixe de compartilhar com os amigos!!

Até a próxima!

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