REVOLUÇÃO INDUSTRIAL – PARTE 2.

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Na segunda parte da minissérie especial sobre a revolução industrial, vamos entender como as máquinas revolucionaram os setores de transportes e também o de comunicação, além de entender como os trabalhadores da época eram tratados e no que isso resultou!

(Para acessar a Parte 1 clique aqui).

A era dos transportes e comunicação.

Com a expansão do comércio, foram necessários meios para atingir novos mercados a distâncias elevadas que até então eram de difícil acesso. Seja pelo mar ou por terra, a distância era uma barreira a ser vencida com a tecnologia e não demorou muito para que as máquinas fossem empregadas nesse nicho.

O trem a vapor foi uma grande evolução para o desenvolvimento humano quando este desempenhou grande importância na criação da possibilidade de cruzar distâncias consideráveis em menor tempo, com maior segurança e transportando um número maior de mercadorias.

E se as mercadorias tivessem de ser entregues entre continentes? Sem problemas! Em 1803 foi desenvolvida uma das primeiras embarcações a vapor, permitindo um avanço na locomoção por mar, principalmente entre Europa e Estados Unidos.

Não só a comunicação presencial com o transporte de passageiros nos trens e navios, mas também as tecnologias da revolução industrial trouxeram invenções inacreditáveis aos meios de comunicação como o telégrafo em 1844 e o telefone em 1876, permitindo a comunicação a longas distâncias.




 

O proletariado se revolta!

Porém, nem tudo foi tão agradável como parece. Com a pressão de grandes fábricas e indústrias que conseguiam produzir um número elevado de produtos a um preço potencialmente inferior, os pequenos artesãos se viram obrigados a abandonar seu antigo sistema de produção, tendo muitos se tornado funcionários das fábricas que lhes roubaram clientes.

Antes dono de todo o processo produtivo o qual incluía a obtenção de matéria prima,  a elaboração do produto e sua venda, após a revolução industrial o antigo artesão se via na qualidade de empregado e sem o controle do processo produtivo, da qualidade dos produtos e também na obtenção dos lucros.

Não só antigos artesãos, mas também camponeses migraram para a cidade em busca de vagas nas novas indústrias que demandavam um número sem igual de trabalhadores para operar em suas novas máquinas.

A nova classe que era composta por trabalhadores nas cidades ficou conhecida como proletariado e vivia em condições miseráveis com longas jornadas de trabalho de mais de 15 horas por dia e salários ínfimos, além da exploração de mulheres e crianças sem nenhum tipo de proteção ao trabalhador como férias, seguros e recesso semanal.

Os locais de trabalho também não apresentavam o mínimo de condições próprias para o desempenho de funções, sendo constantemente causa de doenças e males aos funcionários ali presentes.

Por outro lado, a alta burguesia experimentava crescentes lucros com o avanço de suas indústrias tanto no mercado interno como, depois de alguns anos, no mercado externo com a exportação de produtos para os demais países europeus.

Como possuíam os meios e os recursos, a burguesia possuía uma elevada influência no governo da época e na criação de leis que os favorecessem em detrimento dos trabalhadores.

Em posição desfavorável, diversos grupos de trabalhadores iniciaram um movimento de união a fim de expor suas necessidades aos patrões das fábricas. Em diversos lugares da Inglaterra grupos conhecidos como trade unions se organizaram em torno de causas sociais e melhores condições de trabalho ao proletariado, o que posteriormente ficou conhecido como o início dos sindicatos de trabalhadores.

Com a criação dos sindicatos houveram diversos confrontos de interesses, porém com o passar do tempo as indústrias de “mãos atadas” foram obrigadas a conceder os benefícios exigidos e regularizar diversos pontos que outrora eram ignorados e que desfavoreciam a classe trabalhadora.




 

Nem tudo foi ruim…

Assim como a maioria das coisas na história (a maioria e não todas), há sempre um lado positivo e um negativo ao longo dos séculos. Com a revolução industrial não foi diferente.

Apesar de em muitos locais a revolução ter “destruído” os empregos dos artesãos obrigando-os a trabalhar para os donos das fábricas, muitas outras pessoas tiveram a oportunidade de ter um emprego e uma renda (apesar de trabalhar muito e ganhar pouco).

A grande mudança da revolução se deu com o crescimento das tecnologias desenvolvidas e a evolução nas cidades, fruto da expansão do comércio e indústrias, que trouxeram milhares de pessoas do campo para a cidade.

Outro ponto positivo foi o fato da produção em massa ter permitido que milhares de pessoas pudessem comprar bens que até então só eram oferecidos às classes mais altas. Com o barateamento da produção, produtos básicos chegaram às casas dos menos afortunados.

O reflexo da revolução industrial pode ser visto até os dias de hoje, quando estamos com uma tecnologia “de ponta” em áreas essenciais como comunicação, saúde, transporte, infraestrutura e etc.. Tudo isso iniciou-se há muito tempo atrás com a origem das primeiras máquinas!

Então é isso! Agora você conhece um pouco mais sobre a história da origem da revolução industrial e como ela influencia nossa vida até os dias de hoje. Se gostou não deixe de compartilhar com os amigos!

Até a próxima!

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