Revolução industrial, parte 1.

Revolução industrial, parte 1.

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Você saberia me dizer qual foi o “start” para um mundo tecnológico e cheio de máquinas que possibilitaram o avanço do processo produtivo e a criação de empresas por toda a Europa, permitindo uma maior produção que atendesse a crescente demanda por bens em geral, serviços e alimentos?

Essa mudança ocorreu com a explosão da Revolução Industrial, um dos eventos mais importantes da história da evolução mundial, sendo este período um grande “divisor de águas” que ocorreu durante o séc. XVIII e que deu início ao processo de mecanização das produções que outrora eram realizadas de forma artesanal.

Para explicar o que houve nesse período, quebramos o artigo em duas partes sequenciais. Agora vamos ao tema?

Artesanato, um modelo de produção.

Até então, a elaboração dos bens demandados pela população da época resumia-se a poucos trabalhadores que possuíam recursos, habilidades e meios de produzir tais bens como sapateiros, ferreiros, padeiros, carpinteiros e etc.. Como eram poucos aqueles que detinham a “tecnologia” e conhecimento para desenvolver tais produtos, o processo produtivo era extremamente lento e feito de forma artesanal, quando às vezes apenas um mestre realizava todo o serviço, tendo a ajuda de um ou dois aprendizes. O termo manufatura empregado à época remete exatamente ao processo realizado de forma manual, sem grandes aparatos tecnológicos como máquinas, havendo apenas algumas ferramentas de uso também manual, em suma, de força mecânica.

Com um sistema produtivo lento, o que significa pouca oferta para muita demanda, os produtos não atendiam as necessidades de toda a população, sendo encarecidos pelo grande número de pessoas dispostas a adquiri-lo, porém com poucas pessoas de fato com recursos disponíveis para realizar a compra. Somente a elite da época, a burguesia, possuía recursos de fato que pudesse satisfazer suas necessidades com produtos de qualidade.

Para a fabricação de um sapato, por exemplo, o sapateiro necessitava comprar o couro e a madeira (suas matérias primas), preparar os moldes, cortar os tamanhos, montar o sapato e depois vender seu produto aos nobres. Como não haviam muitos artesãos, tampouco lugares para se aprender tal ofício, muitas das “empresas” eram passadas de pais para filhos e determinadas famílias eram conhecidas por determinado serviço.

Surgem as máquinas.

Após o desenvolvimento das mais diversas máquinas idealizadas por grandes nomes como JamesWatt, John Wilkinson e John Kay,  estas foram espalhadas por toda a Inglaterra no séc. XVIII, iniciando-se o processo de “maquinização” da cadeia produtiva de diversos bens, conhecido como maquinofatura, deixando para trás o regime capitalista voltado ao comércio e tornando-se um regime capitalista voltado à indústria. Este período é um dos que marcam a entrada na Idade Moderna e a saída da Idade Média.

A Inglaterra se tornou símbolo do novo polo tecnológico industrial, se beneficiando da situação levando em conta três pontos principais: a) suas consideráveis reservas de carvão mineral encontradas no país, principal combustível para as inovadoras máquinas a vapor, b) extensas reservas de minério de ferro, a principal matéria-prima da época e c) uma população crescente como mão de obra.

Além disso, a Inglaterra experimentou a expansão de seu comércio internacional com o envio de produtos industrializados para lugares como as colônias nas Américas, cidades da Índia e países da África, trazendo crescimento e retorno financeiro às suas atividades industriais. Acordos entre continentes foram fechados e houve incremento na área de atuação da Inglaterra ao redor do mundo, desde que seu governo adotou políticas liberalistas de expansão de atividades comerciais com diversos países.

Para saber mais sobre as teorias liberalistas e seus idealizadores clique aqui.

A produção em massa barateou o custo da produção e permitiu que mais pessoas tivessem acesso aos bens que anteriormente era destinado apenas à alta sociedade (apesar de a população como um todo ainda possuir uma renda considerada miserável).

Não só a parte fabril passou pelo processo de modernização como também os transportes foram melhorados. Com o desenvolvimento das máquinas e vapor, logo foram desenvolvidos maneiras de aplicar a energia mecânica nos meios de transporte, surgindo as primeiras locomotivas a vapor, permitindo que produtos e pessoas transcorressem longas distâncias de forma mais rápida, trazendo consigo o comércio entre cidades e até países.

Após um longo período de hegemonia inglesa na vanguarda das novidades tecnológica durante a revolução industrial, os demais países europeus iniciaram suas próprias revoluções seguindo as ideias da Inglaterra. França e Alemanha foram importantes membros no desenvolvimento e aprimoramento de máquinas.

As principais indústrias pioneiras no desenvolvimento econômico e tecnológico foram as siderurgias e indústrias de carvão, importantes à época responsável pela extração de minerais do solo e cavernas que davam suporte com matéria prima para as grandes indústrias da época que fomentavam suas máquinas.

Países mais afastados como Rússia e Japão seguiram a revolução industrial mais tardiamente e foram durante algum tempo dependentes de economias mais desenvolvidas para que ajudassem suas próprias indústrias a se desenvolverem.

Fim da parte 1… Para conferir a parte 2 clique aqui.

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Graduado em Ciências Contábeis, possui MBA em Investment Banking e está agora iniciando seu mestrado em economia. Atualmente trabalha no mercado financeiro e escreve os blogs com o objetivo de ajudar as pessoas a conhecerem um pouco mais acerca do mundo econômico, contábil e administrativo e sobre tudo o que isto implica.

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