PROCESSO DE DECISÃO 2 – TIPOS DE DECISÕES.

Tempo de leitura: 4 minutos

Nós já entendemos no artigo sobre Processos Decisórios (clique aqui para ler) quais são suas etapas, quem realiza as decisões e como elas devem ser propagadas dentre todos os funcionários de uma instituição.

Mas você já parou para pensar que tipos de decisões uma empresa pode tomar?

Estratégica? Comercial? Técnica? Analítica? Quais e como são as decisões que os “cabeças” da empresa precisam desenvolver? Esse é o nosso tema do artigo de hoje: Tipos de decisões.

Automática ou analítica?

a) Decisões automáticas:

Dentro das empresas existem alguns processos que são relativamente comuns e padrão para a grande maioria de companhias. Por exemplo, caso um computador apresente defeito é um tanto quanto óbvio o processo pelo qual ele passará:

i. Abertura de um chamado junto da área responsável (TI), ii. Revisão da máquina pela área de TI, iii. Levantamento de informações do que possa ter ocorrido, como problemas no hardware ou software, iv. Identificação do problema e v. Aplicação da estratégia a ser desenvolvida para tal problema (reparação/troca de software ou hardware).

Sempre que um computador apresentar um problema semelhante ao exposto, a resposta da área de TI será praticamente o mesmo descrito nos cinco passos acima. Desse modo, o processo decisório encontra-se em certo padrão de problema-solução não exigindo a reunião dos membros da diretoria do TI para criar uma nova solução estratégica a cada novo chamado aberto.

Sendo assim, dizemos que este tipo de decisão é automática e segue quase sempre o mesmo fluxo. No meio acadêmico essas decisões ficaram conhecidas como decisões programadas, ou seja, elabora-se uma espécie de roteiro para problemas rotineiros.




 

A melhor maneira de otimizar o tempo dos funcionários da empresa com decisões programadas é elaborar manuais teóricos e práticos para consultas de como proceder nos problemas rotineiros, além de desenvolver rotinas que facilitem a análise do problema e a aplicação rápida de sua solução.

Por isso é de extrema importância que a empresa realize a gestão de conhecimento de todas as suas áreas.

(Clique aqui para ler mais sobre gestão de conhecimento).

b) Decisões analíticas:

Diferente das decisões automáticas, existem alguns processos dentro de uma empresa que não podem ser executados de forma automática e exigem reuniões e encontros para discussão da melhor alternativa para a resolução de problemas.

Imagine um lançamento de uma nova campanha de marketing para promover o mais recente produto do portfólio da empresa. Certamente deverão ser abordados diversos pontos como que tipo de campanha desenvolver, para que tipo de público-alvo, que canais de mídia utilizar, qual o tamanho do orçamento a ser utilizado e outras questões.

É difícil imaginar estes tipos de problemas sendo resolvidos com manuais ou procedimentos padrões, uma vez que cada nova campanha de promoção de produtos deve ser feita baseada em estudos mercadológicos para “medir a temperatura” do público e com o resultado dos testes, desenvolver um projeto.

Chamamos os processos analíticos de decisões não programadas, ou seja, decisões que necessitam de fato de encontros e reuniões para discussão de dados e alternativas de resolução de um mesmo problema/processo.




 

c) Decisões semi analíticas:

Existem ainda aqueles processos que podem tem suas decisões automatizadas até certo ponto, porém se faz necessária a discussão de alternativas. Voltemos ao exemplo dado do defeito no computador onde o funcionário do TI realizou o levantamento de informações, identificou o problema e deu um parecer.

Imagine que a resposta para o problema do defeito seja a troca de um computador com o hardware quebrado por um novo mais tecnológico. O procedimento padrão (decisão automática) diz que deve ser realizada a troca, porém não indica em que condições esta troca deve ser realizada.

Digamos que a solução padrão para todo um setor com problemas de hardware seja a compra de novos computadores, decisão está que deve autorizada e estudada por um comitê (seja o de orçamento, o de compras ou a diretoria financeira) que traçará a melhor alternativa visando a redução do custo na compra das máquinas.

Deste modo, a decisão foi automática até certo ponto (o parecer da área de TI sobre a necessidade de novas máquinas) e posteriormente houve uma decisão não programada (levantamento de informações para saber se há a disponibilidade de capital para investir em novos equipamentos).

Então é isso… agora que você já sabe como o processo decisório acontece, estruture corretamente as decisões programadas de sua empresa e avalie as não programadas! Se gostou não deixe de compartilhar.

Até a próxima!

Deixe uma resposta