PENSADORES – HENRY FORD.

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Em mais um episódio da série pensadores da administração, abordaremos hoje a história e trabalho de Henry Ford, um dos mais famosos desenvolvedores de metodologias de produção, que deu a ele a fama como o homem que popularizou os carros nos EUA.

O começo

O norte-americano Henry Ford nasceu em 1863, em uma área rural próximo à cidade de Detroit, no estado de Michigan. Como era comum por morar em uma fazenda, desde seus primeiros anos já realizava diversos trabalhos manuais para ajudar seus pais na criação de animais e na agricultura.

Devido ao seu início prematuro no trabalho, Henry ainda adolescente já imaginava maneiras de aprimorar o esforço humano com a complementação dos trabalhos através do uso de máquinas e equipamentos que otimizasse seu tempo.

Já mais velho, iniciou seu contato com o mundo das máquinas onde realizava pequenos reparos nos tratores e máquinas da fazenda de seu pai. A constante proximidade com a mecânica dos equipamentos auxiliou Ford a posteriormente elaborar métodos de automatização de processos.

Após a morte de sua mãe, em 1876, deixou a fazendo em busca de trabalho na cidade onde acumulou experiência trabalhando em diferentes empresas, todas na parte de reparação e desenvolvimento de máquinas como as de motores a vapor e a de explosão por gasolina.

Já com seus trinta anos, Henry Ford era um respeitado engenheiro conhecido na cidade. Com dinheiro e nome no mercado, obteve aval para realizar diversos experimentos com motores, dedicando a maior parte de seu tempo ao estudo de motores à gasolina.




 

Foi quando em 1896 que Ford realizou um teste com seu primeiro veículo automotor chamado Quadriciclo, base inicial para seus veículos que ficariam famosos mundialmente após a criação de sua própria empresa: a Ford Motor Company.

Suas teorias

Henry Ford era considerado um gestor excêntrico por diversas características. A primeira delas se referia ao modelo adotado por ele para conduzir a parte operacional de sua fábrica quando a maioria das indústrias da época possuía um processo descentralizado e com elevado número de empregados realizando tarefas de forma desorganizada.

Ford levou à risca as teorias elaboradas por Frederick Taylor com o conceito de administração científica, um método baseado no acompanhamento da produção fabril que buscava a otimização de tempo e da capacidade de cada funcionário, padronizando itens como tamanho, peso, espessura, cor e forma de cada item produzido.

Dentre as principais características do modelo de Ford, conhecido posteriormente como fordismo, podemos destacar:

  • Produção em massa através da linha de montagem: Ford desenvolveu em sua indústria um modelo onde o bem a ser produzido se movia até diferentes funcionários e não o contrário, como era comum às demais empresas. O método de linha de montagem possibilitou o crescimento da produção aonde o produto ia até o funcionário através de uma esteira mecanizada que realizava uma pequena operação, evitando assim o “movimento inútil” de deslocação de diversos funcionários a diferentes locais para produzir um bem.
  • Simplificação de modelos: Ao evitar fabricar diferentes modelos, com diferentes personalizações e cores, Ford focou na produção de um único automóvel padrão conhecido como T, o qual conseguiu reduzir seus custos a fim de entregar um produto com preço acessível à população.
  • Especialização da mão de obra: cada funcionário se tornava uma “peça” dentro da linha de montagem com a divisão da produção em pequenas tarefas, aumentando a especialização de seus funcionários na função a ser desempenhada. Com a repetição da tarefa, diminuíam-se os erros operacionais, aumentava-se a agilidade no processo e barateava-se o produto.




 

  • Verticalização de produção: preocupado com a qualidade dos materiais que entregaria ao seu público, Ford desenvolvia praticamente todas as peças necessárias para a montagem de seus carros. Itens como vidros, as placas de metais, as borrachas utilizadas nos carros e outros itens eram fabricados pela própria empresa, evitando-se assim o desperdício ou erro em peças e materiais, o que acarretava em redução de custos.
  • Pagamento de salários acima do mercado: com o intuito de diminuir a rotatividade de funcionários na empresa (o que acarreta um elevado custo), Ford elaborou um plano de trabalho com um salário acima da média de mercado (pagava-se R$ 5,00 por hora enquanto que a média paga era de R$ 2,30), além da diminuição da carga de horário na semana (de 9 para 8 horas) e o número de dias trabalhados (somente cinco dias na semana). Com isso, Ford atraia os melhores profissionais da época que sonhavam em trabalhar em sua empresa, a qual oferecia as melhores condições de trabalho da região.
  • Barateamento da produção para consumo em massa: o intuito de Ford era o barateamento de sua produção para que todos pudessem ter acesso aos seus produtos.

O modelo de Ford foi amplamente copiado pela grande maioria de empresas da época, sendo considerado um sucesso devido o crescimento de vendas e os lucros apresentados pela Ford Motor Company, empresa a qual permanece uma grande companhia até os dias de hoje.

Então é isso, agora você conhece um pouco mais sobre Henry Ford e seu modelo de produção. Se gostou compartilhe com os amigos.

Até a próxima!

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