PENSADORES – FREDERICK W. TAYLOR.

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Em mais um episódio da nossa série especial sobre grandes pensadores que mudaram o mundo da administração, vamos trazer a história e trabalho de Taylor, um famoso administrador por suas teorias de aperfeiçoamento das empresas através da ciência, conhecidas como administração científica.

O começo

Frederick Winslow Taylor nasceu em 1856, no estado norte americano da Pensilvânia. Filho de uma família de classe alta, seu pai era um renomado advogado da época onde fez fortuna no setor de hipotecas. Sua mãe era conhecida por lutas sociais como o abolicionismo da escravidão e a luta pelo direito das mulheres

Tendo sido ensinado pela própria mãe, morou em diversos lugares da Europa tais como Alemanha e França. Próximo aos dezesseis anos, Taylor inicia seus estudos na Academia Philips Exeter para se preparar para o curso de direito que estudaria na universidade, seguindo os passos de seu pai.

Ao terminar seus estudos preparatórios, ele ingressou no curso de direito na Universidade de Harvard, tendo se decepcionado com o curso pela falta de dinamismo da profissão.

Para não permanecer parado após a saída da graduação, Taylor inicia como aprendiz em uma fábrica de válvulas e bombas hidráulicas. Com pouco tempo e demonstrando habilidade na condução de suas atividades e na gestão dos processos nos quais trabalhava, Frederick foi galgando posições até chegar à posição de engenheiro chefe. Apesar da habilidade para gestão, Taylor não possuía diploma a, portanto poucas seriam os empregos que o aceitariam como funcionário.

Para suprir esta lacuna, ele se matriculou e estudou por correspondência no Instituto de Tecnologia Stevens conseguindo seu diploma em engenharia mecânica, carreira que seguiu no restante de sua vida profissional.

Com o passar do tempo e com o conhecimento prático adquirido, Frederick atingiu cargos de confiança e liderança nas empresas em que trabalhava, tendo uma visão mais macro do funcionamento de uma companhia (principalmente industrial), o que possibilitou o desenvolvimento de suas teorias.




 

Suas teorias

Focado em produtividade e corte de custos, Taylor foi responsável por uma revolução na gestão das empresas com ênfase na criação de sistemas de avaliação de produtividade dividindo grandes tarefas em pequenas atividades.

Na era pós Revolução Industrial, as empresas possuíam sistemas de produção pouco eficientes com diversos desperdícios e baixa automação de processos.  Além disso, o acompanhamento sobre custos e despesas era feito de forma pouco profissional, sem a utilização de quaisquer sistemas de controle e verificação.

Com isso a produção não apresentava um padrão e o resultado eram itens com características divergentes, seja entre empresas que vendessem o mesmo tipo de produto ou dentro da própria empresa.

Não era incomum observar diferentes tamanhos, pesos e formas divergentes no fim de um dia. Para piorar, não havia controle concreto sobre cada funcionário quando estes muitas vezes abandonavam suas funções ou realizavam trocas com outros funcionários de diferentes áreas, aumentando assim o número de erros no processo produtivo.

Pensando em acabar com isso, Taylor desenvolveu o método que ficou mundialmente conhecido como administração científica, um método baseado no acompanhamento da produção fabril que buscava a otimização de tempo e da capacidade de cada funcionário, padronizando itens como tamanho, peso, espessura, cor e forma de cada item produzido. Essa nova teoria foi apresentada no livro “Administração de oficinas”, de 1903.

O método consistia no ato de mapear problemas e corrigi-los a fim de eliminar erros operacionais nas indústrias e trazer eficiência que se traduzisse em diminuição de custos. Um dos principais métodos desenvolvidos por Taylor foi os quatro passos da Administração Científica, sendo eles:

1º Planejamento:

O primeiro passo para o sucesso na linha de produção, segundo Taylor, era a realização de um planejamento minucioso baseado em dados estatísticos que dessem embasamento à tomada de decisões por parte dos administradores. Somente com a aplicação científica dos dados que a empresa estaria apta a “atacar” seus problemas de falta de padronização que ocorria até então no chão de fábrica.

2º Preparar:

Não basta ter os melhores procedimentos teóricos do mundo se na prática os funcionários não estão capacitados para realiza-los. A teoria da administração científica prega que a empresa deve treinar seus funcionários para que estes realizem com maestria suas funções através do processo de superespecialização.




 

3º Executar:

Concentração de atividades em um único funcionário não era bem visto na teoria da administração científica. Conforme era pregado por Taylor, quando um mesmo colaborador acumulava diversas tarefas este podia acabar realizando todas elas de forma inapropriada ou ineficiente, ao contrário de diversos funcionários realizando individualmente uma pequena tarefa.

Para alcançar desempenho máximo, cada um dos funcionários deve ser responsável por apenas uma pequena parte do todo, melhorando assim a fluidez do processo.

4º Controlar:

Se eu planejo, preparo e depois executo tudo conforme manda as leis de Taylor, mas depois não tenho nenhum tipo de controle sobre o processo produtivo para verificar se tudo está nos conformes… significa que perdi todo o meu tempo!

A empresa deve manter um controle rigoroso sobre todos os seus processos ao longo do tempo para se certificar de que o planejamento está sendo executado, além de poder realizar a medição dos resultados obtidos com a aplicação da teoria.

A principal obra de Taylor “Princípios da Administração Científica”, lançada em 1911, é um marco no quesito de práticas de administração desenvolvidas em conjunto com o estudo e aplicação de matemática e estatística na gestão de empresas.

Gostou da teoria de Taylor? Clique aqui para ver um artigo dedicado a ela. Se gostou compartilhe com os amigos!

Até a próxima!

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