PENSADORES – FREDERICK HERZBERG.

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Em mais um capítulo da série de Grandes Pensadores da Administração, vamos apresentar as teorias de Frederick Herzerg, considerado um dos maiores estudiosos nos assuntos que relacionam psicologia e administração, assim como Maslow. Vamos lá.

O Começo

Herzberg, como é mais conhecido, chama-se Frederick Irving Herzberg, um norte americano nascido em Massachussetts em Abril de 1923 e faleceu em Janeiro de 2000. Filho de imigrantes lituanos começou sua educação universitária no famoso Colégio da Cidade de Nova York por volta dos 16 anos, porém sem terminar sua graduação, tendo abandonado seus estudos para se alistar no exército.

No pós-guerra, retomou seus estudos na mesma instituição que havia entrado anteriormente, desta vez tomando gosto pela área acadêmica, onde deu continuidade alcançando um mestrado em “Ciências e Saúde pública” e seu PhD em psicologia (mais especificamente em terapia de eletrochoque) na Universidade de Pittsburgh.

Quando se mudou lá pela década de 50 para Utah, região oeste dos Estados Unidos, para trabalhar na University of Utah, iniciou seu contato com a área de gestão de empresas e administração, tendo iniciado seus estudos em bem estar e produtividade fabril que mais tarde lhe trariam fama mundial.

Após dez anos de pesquisa, Hezberg lança seu livro “Motivação para o Trabalho” (do inglês Motivation to work) compilando anos de estudos que foram traduzidos em sua maior contribuição para o mundo da administração: a Teoria dos Dois Fatores.




 

Suas teorias

A sua mais famosa teoria chamada Teorias dos Dois fatores, ou ainda conhecida como a Teoria da Motivação-Higiene, aborda como o meio físico onde o trabalhador atua e os benefícios oferecidos pela empresa podem influenciar sua produtividade e, consequentemente, a produtividade da companhia como um todo.

A base de estudo para este teoria se deu com dezenas de entrevistas realizadas com diversos funcionários de diferentes indústrias da região de Pittsburgh, buscando identificar quais eram os reais fatores que influenciavam a satisfação e realização de colaboradores, bem como os pontos desestimulantes no ambiente de trabalho.

Essa teoria é baseada na divisão em dois pontos principais da produtividade e satisfação no trabalho sentida pelo funcionário, sendo:

a) Pontos higiênicos:

São os pontos neutros dentro de uma empresa, porém não necessariamente que desagradam os funcionários. Os pontos higiênicos podem ser descritos como:

“Esforços realizados pela empresa com o intuito de gerar satisfação aos funcionários, porém que não atingem seu objetivo.”

Em suma, os pontos higiênicos são “pontos motivadores” que não deram certo.

“Mas Denis como assim pontos que deram certo?”

Os fatores higiênicos são “benefícios” que as empresas acreditam estar dando aos seus funcionários, mas que no fundo não são estímulos para eles, afinal toda empresa já os oferece como, por exemplo, salário, benefícios sociais, décimo terceiro, férias, oportunidade de plano de carreira, um ambiente de trabalho seguro e confortável, seguro saúde e etc.

Por serem considerados básicos para a maioria dos empregos, os funcionários acreditam que esse seja o mínimo que uma companhia deve prover, não elevando a satisfação do funcionário simplesmente por serem oferecidos.

No entanto, caso a empresa não tenha esse pacote básico, ai sim o funcionário se tornará infeliz e insatisfeito com sua empresa, entendendo que ele possui menos benefícios que a grande massa de trabalhadores, sentindo-se inferior aos demais.

Os pontos higiênicos são considerados fatores extrínsecos, ou seja, são fatores que não estão no controle do funcionário como, por exemplo, valor do salário, seguro saúde, horas extras e etc..




 

b) Pontos motivadores:

São os pontos positivos dentro de uma empresa, ou seja, aqueles que a empresa aplica e que agradam os funcionários, que os consideram como um bônus. Alguns exemplos: Bônus salariais por desempenho, décimo quarto salário, reconhecimento profissional, flexibilidade de horário, participação nos lucros, desafios e metas de carreira, enpowerment e etc..

Os pontos motivadores geram grande satisfação nos funcionários e se aplicados tendem a aumentar, na média, a produtividade da empresa como um todo. Porém, caso não sejam disponibilizados, não causam tanto desconforto aos trabalhadores, uma vez que a maioria destes acredita que estes benefícios sejam “extras” e não façam parte de todo cargo ou profissão.

Os pontos motivadores são considerados fatores intrínsecos, ou seja, são fatores que estão na percepção de cada trabalhador e cabe a ele aceita-los os ou ir em busca de melhores benefícios, podendo rejeitá-los se assim desejar.

Para resumir as ideias de Hezberg e sua teoria dos dois fatores, o quadro abaixo demonstra como se comportam os funcionários:

Frederick Herzberg

Em resumo, essa é a principal teoria do pensador Frederick Herzberg!

Então é isso, agora que você sabe o que deixa ou não feliz os seus funcionários, mãos à obra! Se gostou do artigo não deixe de compartilhar com os amigos.

Até a próxima!

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