PENSADORES – DOUGLAS MCGREGOR.

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Em mais um especial da série sobre pensadores do mundo da administração, vamos hoje falar sobre Douglas Mcgregor, o responsável pela famosa teoria de motivação X e Y. Vamos ao artigo!

O Começo

Douglas Mcgregos, ou apenas Mcgregos como seria conhecido mundialmente anos depois, nasceu em 1906 em Detroit, uma das maiores cidades do estado de Michigan, nos Estados Unidos.

Formou-se como engenheiro mecânico no Rangoon Institute of Technology, atuando já na área de psicólogo social dentro das empresas, onde observava o comportamento dos empregados e a relação entre empresa x funcionário. Posteriormente doutorou em Harvard em psicologia, área na qual desenvolveu sua principal teoria sobre comportamento humano em organizações, tendo esta teoria sido apresentada originalmente no livro “O lado humano da empresa”.

Contemporâneo de Maslow, foi junto deste um dos principais estudiosos acerca da relação de satisfação pessoal versus ambiente de trabalho, estudando causas e efeitos da felicidade de um funcionário decorrente de seus relacionamentos profissionais.

Foi durante muitos anos professor de psicologia no MIT e em Harvard, tendo falecido em 1964, aos 58 anos de idade, deixando uma vasta coleção de obras e artigos publicados e ainda alguns não publicados.




 

Suas teorias

A teoria que eternizou Mcgregor no hall da fama da administração e nos fez adicioná-lo na série pensadores é a famosa Teoria da Motivação X e Y. Essa teoria simples prega o seguinte pressuposto:

Dentro de toda companhia existem dois tipos de funcionários, sendo os funcionários X e os funcionários Y. A principal diferença dentre eles é que o X é considerado o mau funcionário da empresa, sendo ele preguiçoso e que protela o máximo a obrigação de ter de trabalhar ou entregar uma tarefa. Já o funcionário Y está em busca de novos desafios a todo momento e pensa em se desenvolver profissionalmente.

Mcgregor separou então os funcionários X e Y em dois subtópicos, cada um com sua teoria:

a) Teoria X: a hipótese da mediocridade das massas.

Segundo esta hipótese, os funcionários por si só não gostam de receber tarefas ou terem metas para cumprir, fugindo sempre que possível das responsabilidades do dia a dia e postergando a sua conclusão o máximo possível. O trabalho para o funcionário X é considerado “um mal necessário”, sendo este o único caminho visto por ele como o possível para obtenção de renda.

Este tipo de funcionário necessita então de algum estímulo (nem sempre positivo) para realizar suas tarefas, podendo ser:

  • Elogios
  • Salário
  • Bônus/extras
  • Presentes
  • Broncas
  • Punições
  • Pressão por metas

Seja um estímulo negativo ou positivo, os funcionários X não realizariam suas obrigações se não fossem forçados ou incentivados a realizar pela condição de mediocridade comum a todos os funcionários, segundo a teoria.

B) Teoria Y: a hipótese da naturalidade do trabalho.

Segundo esta hipótese, os funcionários têm o trabalho como uma das mais variadas tarefas que possui no dia a dia e realiza-lo é tão natural quanto acordar, alimentar-se e divertir-se. Os funcionários Y realizam suas funções com maestria e trabalhar não se trata de nenhum sacrifício ou mártir por parte deles.

Desse modo, cabe então à empresa proporcionar um ambiente de trabalho saudável aos funcionários Y para que estes possam se desenvolver e atingir o máximo de produtividade dentro da companhia.

Também diferente do X, o Y não necessita de estímulos diretos (positivos ou negativos) sendo ele autossuficiente na compreensão que o atingimento de metas faz parte de uma lista de pré-requisitos para o sucesso.




 

Bônus:

Ao fim da vida, porém infelizmente não antes de sua morte, Mcgregor estava desenvolvendo um terceiro ponto de sua teoria, criando um novo “braço” para a análise dos funcionários na empresa, tratando-se de um mix entre os funcionários X e Y: o funcionário Z.

Em sua nova teoria, o funcionário Z seria um misto entre os defeitos dos funcionários X e as qualidades do Y, refletindo principalmente a relação entre empresa x funcionário nos moldes modernos, os quais vida pessoal e profissional coexiste de maneira mais ou menos proporcional e ajustada, não pecando em excesso para nenhum dos lados.

Então é isso! Agora você conhece mais uma das teorias sobre motivação de funcionários no ambiente de trabalho. Se gostou, compartilhe com os amigos.

Até a próxima!

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