Gestão do Conhecimento Parte 1: O que é.

Gestão do Conhecimento Parte 1: O que é.

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Você provavelmente já chegou (ou vai chegar) em um emprego onde existem milhares de processos e informações que precisam ser aprendidas e que não existem em lugar nenhum, apenas no “boca a boca”.

Além disso, mesmo no “boca a boca” você tem dificuldades de conseguir informações com seu chefe, que acredita que você deve aprender sozinho através de tentativa e erro. O problema é que você está apenas cobrindo férias de um colega, que não deixou anotado nada o que precisa ser feito!

Ok. Este é um cenário exagerado, mas não é impossível!

A falta de processos, informações e conhecimento documentados são um grande problema para as organizações, e ocorrem tanto na transição de cargos, problemas com sistemas que não possuem backup ou simplesmente pela falta de costume de documentar ou ainda repassar para outras pessoas o que é importante.

Com o crescimento das organizações, do número de informações que transitam dentro de uma empresa e o avanço da tecnologia, aumentaram os problemas com perdas de conhecimento. Essas perdas acenderam uma “luzinha” no mundo acadêmico e corporativo, que correu atrás e criou o conceito de gestão de conhecimento durante a década de 1990.

Davenport (1994) foi o primeiro autor a abordar o tema, e afirma conceitualmente que “A Gestão do Conhecimento é o processo de capturar, distribuir e usar o conhecimento de forma efetiva”.

Duhon (1998) decidiu aprimorar o conceito de Davenport e trouxe uma visão muito mais completa do tema, afirmando que:

“A gestão do conhecimento é a disciplina que promove um posicionamento integrado para identificar, capturar, mensurar e compartilhar todos os “conhecimentos” de uma organização. Estes “conhecimentos” podem contemplar bancos de dados, documentos, políticas da empresa, procedimento e conhecimento de trabalhadores individuais”.

Você deve estar pensando: Caramba! Parece chato para caramba fazer isso ai!

Bem… pode até ser (e nem é tanto assim), mas os benefícios que uma boa gestão do “conhecimento” trás valem a pena. Com ela, sua empresa se torna capaz de continuar funcionando bem mesmo quando pessoas estão de férias ou saem da companhia.

Além disso, novas contratações estão aptas a fazer o seu trabalho muito mais rápido se possuem informação de como fazer seu trabalho. Por fim, com um processo estruturado de tratamento de informação, é possível desenvolver conhecimento, identificar problemas e fazer mudanças importantes.

Tá, deu para ter uma ideia geral, mas o que é esse tal de conhecimento afinal?

Palavras como dados, informação, conhecimento são palavras que podem ser confundidas entre si e que as pessoas adoram usar para deixar tudo mais complicado e bonito (e se você entender o conceito, se aproveite disto para se dar uma valorizada também poxa!), mas que não conseguem trazer para o “mundo real” as necessidades de uma organização.

Primeiramente, vamos passar por alguns deles:

  • Dados: são fatos ou figuras, sem contexto algum. O número 1000 representa um dado, bem como o nome Jorge. Não há nada ligando ou definindo eles, já que podemos estar falando de 1000 reais ou de 1000 bananas.
  • Informações: são dados organizados e que possuem correlação. “Jorge tem R$1000”, “uma banana custa R$2”. É neste ponto que os dados começam a fazer algum tipo de sentido.
  • Conhecimento: por sua vez, coloca todas as informações em um contexto único, que provem algum tipo informação nova do tipo “Jorge tem R$1000 e precisa comprar 1000 bananas, como o preço da banana é de R$2 a unidade, ele não alcançará seu objetivo”.

Todas as empresas possuem dados, algumas conseguem estruturá-los de forma que consigam obter informações e poucas delas conseguem retirar algum conhecimento disto. A principal diferença entre informação e conhecimento é que o conhecimento é capaz de ser utilizado. É possível tomar ações em cima de cada um dos conhecimentos.

Eu posso saber qual é o meu faturamento do ano passado, meu número de empregados, o número tempo gasto em cada venda e qual é o crescimento previsto para o mercado esse ano, mas só se juntar todos esses dados e pensar um pouco é que vou conseguir descobrir se preciso ou não contratar mais pessoas este ano.

Então se você conseguir transformar dado em conhecimento de forma eficiente você vai ficar rico! (então é bom continuar lendo!)

Para acessar a parte 2 clique aqui!

Se gostou desta primeira parte não deixe de compartilhar com os amigos.

Até a próxima.

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