CADEIA DE SUPRIMENTOS – E MODELOS DE CONTROLE DE SUPRIMENTOS.

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A área de controle da cadeia de suprimentos, conhecida no dicionário de negócios das empresas como supply chain, é responsável pelo controle, apuração de informações e gerenciamento da parte de logística interna e externa nas companhias, o que se refere a todo o processo produtivo e logístico (interno e externo) de uma empresa, iniciando-se na fase de compra de matéria-prima para, passando por todo o processo de armazenamento de bens em produção, chegando ao fim no momento da logística de entrega do produto/bem ao cliente.

Conforme Christopher (2007), a definição de planejamento e controle de uma cadeia de suprimentos pode ser tida como a atividade que realiza a coordenação dos processos logísticos nas empresas de um mesmo canal de distribuição, possibilitando às organizações desenvolver suas atividades eficientemente com a redução de custos e aumento da excelência da prestação de serviço.

Na gestão da cadeia de suprimentos (supply chain manegement) a empresa realiza o acompanhamento e gestão de todo o processo produtivo, envolvendo desde as partes de fornecedores de materiais para elaboração do bem, o transporte destes materiais até a fábrica para industrialização, a recepção dos insumos pela empresa compradora, a gestão de conservação da matéria-prima/insumos, a interna utilização destes materiais e posteriormente o acompanhamento do bem após a saída da fábrica, chegando a atingir até o gerenciamento dos pontos de vendas (varejo, atacado, distribuidor) e por fim o consumidor.




 

A parte importante do procedimento da cadeia de suprimentos consiste não apenas no controle de bens e mercadorias tangíveis, mas também o controle do fluxo de informações e dados intangíveis, aumentando a eficiência da companhia através do acompanhamento do processo produtivo evitando assim falhas e desperdícios (físicos e financeiros) com a compra de materiais sobressalentes acima dos pedidos de clientes e/ou o envio incorreto de produtos e bens aos clientes, evitando assim custos duplicados com uma má gestão de logística.

Dentre as etapas de um processo de controle da cadeia de suprimentos temos os principais pontos:

  • Planejamento do fluxo de solicitações (demanda) pelos clientes.
  • Pesquisa e localização de fornecedores.
  • Compra dos materiais para produção (matéria-prima).
  • Recepção (armazenagem) das mercadorias adquiridas.
  • Fabricação dos produtos.
  • Armazenamento de produtos em produção/acabados.
  • Envio do produto acabado ao cliente.
  • Logística reversa (se necessário).

Na coordenação dos processos que envolvem a gestão da cadeia de suprimentos, temos como protagonista o desenvolvimento tecnológico de novas ferramentas que auxiliam o acompanhamento de todos os passos citados anteriormente.

Com o aprimoramento de ferramentas de rastreamento e comunicação, tornou-se mais prático a fiscalização dos suprimentos desde seu momento de origem até o fim do ciclo com o consumo do bem, chegando por vezes a cadeia de suprimentos a analisar o comportamento do consumidor após a compra e com a utilização dos dados obtidos, otimizar os processos já existentes.

O controle realizado por sistemas de ERP (Enterprise resource planning) ou MRP (Materials requeriments planning) automatiza os processos e fomenta os sistemas produtivos da empresa a atuarem de acordo com a demanda de clientes, diminuindo a necessidade de criação de estoques desnecessários, os quais acarretam os mais diversos custos com manutenção.




 

Conforme resume Menezes (2013), um sistema de planejamento de suprimentos é utilizado para definir o volume de material necessário e o momento apropriado para ser utilizado na fabricação de produtos finais.

A empresa possui ainda uma série de mecanismos disponíveis para a realização do controle de sua cadeia de suprimentos, dentre as quais o controle de estoques, conforme exemplifica Bowersox et al (2014) ao citar o estoque como uma ferramenta de otimização do uso de materiais, levando em conta sua manutenção suficiente para uma produção com um custo projetado mínimo.

Acerca dos mais variados estoques pelos quais passam o processo produtivo, podemos citar:

a) Estoque de materiais para produção:

contém os materiais necessários à fabricação dos produtos que a empresa comercializará, como ferro, madeira, parafusos, chapas, plástico, soja, açúcar e muitos outros. A empresa deve gerenciar o tamanho de seu estoque de matérias para produção a fim de evitar desperdícios e deterioração dos itens armazenados.

b) Estoque produtivo/operacional:

Refere-se aos materiais utilizados em auxílio à produção como peças de reposição de uma máquina, aditivos ou lubrificantes para manter o processo produtivo.

c) Estoque de materiais em produção:

Total de produtos não finalizados e/ou prontos para o envio ao cliente, estando estes ainda em processo produtivo.

d) Estoque de produtos acabados:

Encontram-se os produtos que já passaram pelo processo produtivo e encontram-se em plana disposição da empresa para serem comercializados.

e) Estoque para revenda:

Constam apenas os produtos que foram adquiridos de terceiros com o intuito de serem revendidos.

(clique aqui para conhecer os diversos tipos existentes de estoques).

Modelos de controle de suprimento.

“Just in Time”

A metodologia japonesas Just in Time (JIT) prega que os produtos só devem ser produzidos de acordo com a demanda, ou seja, somente quando um cliente realiza o pedido de compra de tal bem.

Segundo Bowersox et al (2014), a empresa é mais bem gerida quando tem controle sobre a quantidade exata de materiais necessários, o espaço físico necessário ao estoque dos produtos acabados e sobre o número de funcionários necessários para produzir, evitando desperdiçar dinheiro em uma linha de produção que produz cada vez mais, mesmo não tendo pedidos concretos de compra.

A JIT é melhor aplicada em empresas que possuem um fluxo constante de pedidos, sem grandes alterações e um tanto quanto previsível, uma vez que a empresa pode se planejar de acordo com a demanda com a qual está acostumada.

“Consórcio Modular”

No modelo de consórcio modular, o fabricante de determinado bem terceiriza (outsourcing) determinadas tarefas de sua linha de produção, trazendo fornecedores externos para dentro de sua planta produtiva e oferecendo condições para que estes possam atender a demanda em conjunto com os pedidos realizados ao produtor do bem.




 

Comum às linhas de montagem de automóveis os quais em um mesmo centro de produção possuem a grande maioria dos componentes do veículo in loco, porém com fornecedores terceiros que se utilizam do espaço para produzir seus próprios bens que posteriormente serão anexados ao produto final.

Conforme Pires (Pires, 1998), tal modelo propicia agilidade ao fornecimento de materiais e bens de terceiros com a aproximação logística de suas operações, trazendo agilidade e redução de custos ao processo produtivo.

Então é isso! Agora você conhece o Supply Chain, ou como também é conhecido, a área de gestão da cadeia de suprimentos! Se gostou do artigo, não deixe de compartilhá-lo com seus amigos!

Até a próxima!

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