ANÁLISE SWOT – A TEORIA.

Tempo de leitura: 9 minutos

Quando um empreendedor decide iniciar sua própria empresa em busca de sucesso, ele geralmente faz uma análise mercadológica a fim de descobrir quais os setores que estão “bombando” com vistas de entrar no melhor nicho de mercado possível.

Após a escolha do setor de atuação, muitos empreendedores saem comprando máquinas e equipamentos (o famoso imobilizado), criando sites e páginas no Facebook e já começam a colocar a “mão na massa”, tudo isso sem planejamento ou preparação!

O resultado? A cada cem pequenas e microempresas que nascem no Brasil um quarto fecham suas portas com menos de dois anos de vida por não conseguirem sustentar as primeiras dificuldades econômicas (segundo o SEBRAE com dados de 2015), ou seja, 25% das empresas não conseguem sobreviver por 24 meses. Isso é assustador!

O principal ponto negativo para quem está começando é a falta de planejamento, quando muitos empreendedores têm a vontade de empreender em seus negócios, porém não planejaram sequem um fluxo de caixa, a gestão de estoque e tampouco o posicionamento da nova marca no mercado.

Então, para ajudar quem está nessa empreitada, o artigo de hoje focará em uma das técnicas mais famosas de planejamento estratégico: a Análise SWOT.

Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças.

A famosa SWOT deriva das iniciais das palavras Strenghts, Weaknesses, Opportunities e Threats que traduzindo do inglês significam Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças (conhecida também pela sigla em português FFOA ou FOFA).

Seu criador, o pesquisador norte-americano especialista em gestão organizacional Albert Humphrey, desenvolveu esta técnica de análise estratégica durante pesquisas realizadas na Universidade de Stanford. Seu uso foi primeiramente aplicado na análise das 500 maiores empresas das décadas de 1960 e 1970, listadas pela Revista Fortune.




 

A técnica basicamente consiste na aplicação de quatro tópicos analíticos sobre a empresa a fim de identificar quais os pontos positivos e negativos que a companhia possui, além de mensurar possíveis oportunidades que a empresa pode explorar ou até ameaças mercadológicas as quais ela também estará exposta.

Com o resultado do estudo, o empreendedor estará mais bem preparado para avaliar se deve ou não realizar certas ações e também como executar as tarefas diárias da empresa com foco no crescimento (e na sobrevivência).

Para começar a análise SWOT, a empresa deve antes fazer uma autorreflexão dando “checks” nos seguintes itens da lista:

  1. Saber qual o produto venderá.
  2. Determinar com precisão seu público-alvo
  3. Conhecer o comportamento do público escolhido.
  4. Conhecer o mercado em que atua.

Antes de iniciar a sua análise é importante que o empreendedor deixe bem claro os itens da lista acima, pois caso contrário, ele não conseguirá ter uma visão macro da atuação da empresa.

1º) Determinar qual o produto a empresa venderá, deixará claro na mente do empreendedor como será esse produto, quais os custos que envolvem sua fabricação e qual o melhor método de produzi-lo.

2º) Em segundo lugar, determinar qual será seu cliente ajuda na idealização das oportunidades e dificuldades que a empresa terá para chamar a atenção deste consumidor em potencial. Um consumidor nerd não pode ser tratado e abordado da mesma forma que um consumidor de mais idade, ou que goste de rap, que odeie a cor azul ou outro que não assista filmes de ação. Cada público-alvo possui características únicas e o empreendedor deve estar atento a elas.

3º) Você conhece o comportamento do seu público-alvo? Sabe o que o faz comprar um produto sem pensar ou o que ele rejeita de primeira? Com esse tipo de informação fica muito mais fácil preencher a tabela SWOT, tendo em mente o que fará seus clientes se tornarem fiéis à sua loja.

4º) De nada adianta conhecer o produto que você vende e saber quem é, e como se comporta, seu público-alvo se no fim você desconhece o mercado em que atua. Existem setores que vendem melhor em determinadas épocas do ano, como Natal ou Páscoa, enquanto outros só expandem suas vendas durante finais de semana, por exemplo. Saber e entender as características do mercado trarão uma visão competitiva à sua empresa, bem como a fará evitar as ameaças pertinentes a cada setor.

Pois bem, com estes quatro itens detalhados em um papel ou em uma planilha do excel, você pode iniciar sua análise SWOT sem medo de errar. Vamos à sua elaboração!




 

Realizando a Análise SWOT.

Primeiramente vamos entender o que cada sigla funciona e o que elas englobam. Como primeira parte da análise, separamos os pontos em dois ambientes: Interno e Externo.

Ambiente interno:

É chamado de interno justamente porque os itens partem de dentro da própria empresa, ou seja, estão sob seu controle. Tanto as forças (strenghts) como as fraquezas (weaknesses), respectivamente as letras S e W da sigla, são facilmente identificados em uma companhia que possui um processo administrativo competente.

– Forças:

A força de uma empresa advém das vantagens competitivas que ela possui sobre as suas concorrentes no mercado que lhe dão destaque entre os consumidores. Ela oferece o melhor preço? Seus produtos têm maior qualidade? Você tem os menores custos de produção? O que minha empresa tem de melhor?

A principal característica da Força de uma empresa é que esta pode ser controlável (por isso fica no ambiente interno). Se meu preço não é competitivo, eu posso reduzi-lo, assim como também posso aumentar a qualidade dos materiais que utilizo na produção.

Posição na tabela: na parte superior esquerda da tabela, ficam todas as vantagens competitivas da empresa.

Fraquezas: 

As suas fraquezas são os itens que fazem os consumidores se afastarem dos seus produtos e serviços e nunca mais voltarem a se relacionar com a sua empresa. Na lista de pontos negativos devem ser respondidas as perguntas como minha equipe é capacitada o suficiente? Eu ofereço o melhor custo-benefício? Meus produtos estão nos padrões do meu público-alvo? Eu entrego o prometido?

Levantar seus pontos fracos nem sempre é fácil e muitos são cegos perante seus próprios defeitos, fazendo que a análise SWOT fique com mais pontos positivos do que negativos (afinal, quem gosta de ter um dedo apontando nossos defeitos?). Sendo assim, é importante que você converse não só com os demais sócios da empresa (se houverem), mas também com funcionários de todos os escalões a fim de levantar o maior número possível de informações que barram o crescimento de sua empresa.

Lembrando que, assim como as forças, as fraquezas são controláveis, pois estão no ambiente interno da empresa. Se minha equipe não é capacitada eu posso oferecer treinamento e se não possuo o melhor custo-benefício, eu posso rever minha produção e preços. Por isso, fazer uma lista de fraquezas é tão importante!

Posição na tabela: na parte superior direita da tabela, ficam todas as vantagens competitivas da empresa.

Ambiente externo:

O ambiente externo refere-se àquelas situações que fogem do controle das empresas e as quais elas devem se adaptar de forma rápida e eficiente para manter sua participação no mercado em que atua.

Como exemplo de situação de ambiente externo, podemos citar uma crise financeira. Crises se formam no cenário macroeconômico de um país (ou até de vários países), não estando sobre o controle da empresa evitar ou fugir de uma crise. Sendo assim, só resta cada empreendedor traçar sua estratégia de tal modo que possa minimizar os efeitos ocasionados por uma economia em crise.

Oportunidades:

Neste item, deve-se listar quais as possíveis oportunidades que podem ocorrer no mercado que dê vantagens e benefícios à sua empresa. Imagine por exemplo que sua indústria fabrica camisetas brancas e o governo abaixa os impostos justamente sobre os produtos que você produz. Nesse caso, a empresa deve estar atenta ao mercado para poder aproveitar as oportunidades que aparecem e que, podem vir e ir de forma muito rápida, deixando as empresas menos eficientes para trás.

Ameaças:

Do mesmo modo que o governo diminuiu os impostos para as camisas brancas, no exemplo anterior, este mesmo governo triplicou agora os tributos cobrados sobre as camisas e sua empresa pode vir a falência.

Parece exagero, mas em ambientes competitivos, muitas vezes acontecem eventos que podem levar grandes empresas sem preparo e estratégia à falência.

Aqueles empreendedores que souberem detectar possíveis ameaças aos seus negócios, serão aqueles que terão capacidade de se moldar em diversas situações e com isso prosperar em momentos adversos.




 

As principais ameaças que uma empresa pode sofrer advém de mudanças tecnológicas, as quais podem deixar seu produto obsoleto, mudanças de legislação, implicando restrições, impedimentos e até proibições aos seus produtos, questões econômicas, como variação cambial, aumento da taxa de juros, dentre ouros.

Conclusão

Saber elaborar uma Análise SWOT pode ser a diferença entre uma empresa vencedora e aquela que fez parte das estatísticas de empresas que fecharam logo no seu primeiro ano de vida. Portanto, faça agora mesmo o levantamento das informações que compõem a matriz SWOT e vamos exercitar!

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Até a próxima!

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